tripolaridade com hortelã
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais.

Segunda, dia vinte e três de janeiro de dois mil e doze,

dezessete horas e quarenta e sete minutos.

NÃO VIVO MAIS. 

vou dormir as oito d manhã e cordo um pouco antes de escurecer, e sim eu sei que não esta certo. Estou devorando os livros do Percy Jackson e faltam poucas paginas pra mim acabar o ultimo. Praticamente foi isso que eu fiz as ferias inteiras, não gozei de um calor escaldante como no ano passado, não viajei ou fiz coisas super legais como festas com a Barbara e a Leticia, mas tive horas e horas de conversa com a camila, tive tempo pra pensar, refletir e me isolar. Não que isso seja algo bom, é claro. 

Tinha sim chances de passar na Agricola, mas por um descuido da minha mãe, minha inscrição foi anulada. Ou seja, eu e a Bianca nos separamos. Não sei o que isso quer dizer, tenho a chance de mudar minha vida, quem sabe ir pro Teresa Porto Marques, mas essa realidade me parece tão distante. 

Talvez um mês atras, Camila entrou na minha vida pra preencher um vazio que a Kerolin deixou, e agora acho que a Kerolin esta querendo pegar esse espaço de volta. 

Meu texto sobre o fim de ano, sobre a formatura, a colação de grau, meus amigos e tal sumiu. Perdi essa parte das lembranças e não sei o que eu fazer. 

Mas emfim, de qualquer forma as ferias foram boas, não senti mudança em mim, mas sinto que em volta ta tudo mudando rapido demais. Sempre acabo por me machucar com essas mudanças e espero que isso não aconteça dessa vez. 

To distante da Pamella. A ideia era passarmos as ferias todas juntos, assim como tambem tinha combinado o mesmo com a Barbara, mas as escolhas das duas causou nossa distancia. Cansei de mentiras e de ser colocado em segundo plano. 

Semana passada fiz minha torta holandesa, o que é bom. Passei o domingo com a Paola como nos velhos tempos, o que é otimo. As coisas estão normais e paradas demais, e como sempre acabo errando em achar que ausencia de coisas boas são sempre coisas ruins, acabo ficando meio depre. 

Apesar que, estou sempre meio depre. 

Tive um sonho, em que eu era mais velho e tive três filhas. Seus nomes eram Europa, Afrodite e Sarah, e isso me fez pensar demais. Eu fico confiando em intuições o tempo todo e as vezes sinto que posso adivinhar as coisas. Eu não abriria a mão disso. 

Não consigo parar de ouvir reptillia, elis regina lf beta e algumas musicas que a Karine me passou. Se teve alguem de quem eu me aproximei, esse alguem foi ela. 

Baixei algumas musicas do Falamansa, o que me causou lembranças de minha infancia, e meu deus, nunca senti tanta nostalgia em toda minha vida.

Isso de eu e a Bianca nos separarmos de verdade, ainda não se tornou real pra mim. Meu cerebro continua a processar as coisas como se ela estivesse comigo. É, no minimo, o que mais me atormenta ultimamente. Fico triste quando penso no assunto. 

Por fim, vou acabar o livro. Com dor no coração, é claro. É como se eu fizesse parte das historias, dos personagens. Nunca senti coisa parecida. 

Emfim, 

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar e dizer que eu sou o causador da tua insonia, e que eu faço tudo errado sempre,

Sempre.

Sábado, dia quatorze de janeiro de dois mil e doze

Três horas e oito minutos. 

Eu menti quando disse que iria dar mais atenção pra isso.

Falta tanto, tanto. E tanta coisa aconteceu tambem.

Teve o natal, o ano novo. Que, a proposito foram bem mediocres. Pareceram mais finais de semana normais. Passei o natal conversando com a Camila pelo telefone, brigando com a Karine, tentando dar atenção pra Maria Luiza e pra Pamella ao mesmo tempo, sem muito sucesso. 

Não queria contar as coisas batido desse jeito. Mas emfim.

Camila. 

Um belo dia resolvi colocar creditos. Eu coloquei bastante. O suficiente. Resolvi tirá-la do segundo plano. eu tava carente, triste pelas coisas com a Kerolin não terem dado certo, que a proposito, ficaram bem bosteadas. Ela simplesmente esqueceu da minha existencia por culpa de qualquer um. Me trocou facilmente como quem troca de sapato. 

Mudou de ideia. 

Quase um dejavü.

Emfim, Kerolin se tornou algo bom do meu passado, que eu coloquei em uma parte importante do meu coração e ta dificil de tirar. Não que eu ame ela, só que eu não me dou muito bem quando crio expectativas. Os efeitos colaterais são desastrosos demais.

Acabei encontrando na Camila um refugio. Uma forma de depositar minhas fichas em algo e parar de ficar só brincando com elas enquanto a vida passa. Logico, fiz merda. Ela ta a 497km de mim, não sabe da minha idade, não sabe como eu sou. Mas a conexão, o amor, o carinho e a aproximidade que a gente tem é impressionante. Acabei me deixando levar, depois de anos sendo forte. Acabei me deixando apegar. Isso depois de criticar ate os ultimos esse tipo de coisa entre distancia. Acabei ficando dependente demais, e agora parece que oito horas de conversa pelo telefone não são o suficiente. 

Meu ano novo passei com a Leticia, na casa dela, com a familia dela. Dormi lá depois disso, e foi bom. Mas pareceu tudo menos ano novo. 

Em relação à Barbara, depois de muito tempo sem aparecer, fui pra casa dela dormir lá. Sim foi o mesmo de sempre, só que menos divertido. Mesmo fazendo o de sempre, pareceu medíocre estar lá. E ela ficou no telefone por horas e a atenção dada a mim foi precária. 

Minha memoria é um saco, todos sabem. Queria poder mudar isso.

Hoje fui no shopping com a Bianca, reclamei pra ela uns dias antes que ela não se arrumava mais e tcharam. Lá estava ela. Linda. É logico que eu percebi a diferença quando olhei pra ela, mas resolvi não comentar. Assistimos Sherlock Holmes e eu pesquei o filme todo, dormi pouco, e me decepcionei mais uma vez com a Kerolin. Eu simplesmente pareço que não aprendo. Logo depois que ela saiu, chegou a Nicoly, e depois dela, a Kyka. Ficamos no rolê, e comemos potato. Sempre critiquei tudo isso, achava idiota. Todo esse povo. Logico que antes o negocio era legal, e é logico que eu não participava. Mas sei lá, tive vontade de viver, me divertir, encontrar com os amigos, mesmo que não tivesse nenhum lá exatamente. Queria beber. Mas por fim acabei só indo embora. A frustração depois que foi horrivel. 

Trouxe o phoenix, uma das crias das calopsitas da Barbara comigo, quando voltei da casa dela semana passada. Nunca tive jeito, e nunca gostei de animais, só que é diferente com ele. Sei lá. 

Mais uma vez as mesmas reclamações. NÃO CONSIGO ESQUECER DO PASSADO, SEGUIR EM FRENTE. Fico vivendo de lembranças e isso é um saco. 

Só hoje do j quest ta virando meu vicio, e sinto vontade da camila toda vez que escuto. Baixei algumas musicas novas e desconhecidas como umas do the cab, the maine, empires, e the academy is. Estava tentando terminar Harry Potter e a Ordem da Fenix, mas mais uma vez abandonei, pelos meus livros do Percy Jackson que chegaram. To engordando. Não durmo mais direito, e troco o dia pela noite. Isso começou depois das festas de fim de ano, pois um pouco antes eu estava acordando ate que cedo. 

Essas ferias pareceram as mais curtas de toda minha vida. E ja estão acabando. Recomeços e recomeços. Não sei se to pronto, não sei se quero. To até que vivendo e aproveitando bem das minhas ferias. Do meu jeito. Não to pronto pra voltar pra vida real.

Se eu lembrar de algo mais, faço update.

iansnaturism2

and do you think about me when he fucks you?

Quinta, dez de novembro de dois mil e onze. 

Vinte um e quatorze. 

Ta, fazem dois meses que eu não escrevo e isso é baaaaaad. Vai ficar um furo, um espaço vazio nas minhas memorias, e eu vou me arrepender disso mais tarde, mas espero que consiga atualizar isso com mais frequencia. 

Vou deixar em pauta os assuntos importantes. 

To ouvindo he is we feito louco. 

Sleepping with sirens é a minha nova banda favorita. 

Vou conhecer a carolina logo e to com ela no microfone, nossa amizade ta boa, e eu deixei de ser tão possessivo. 

Meu amor pela bianca ta dormindo. 

O meu pela kerolin da em duvida se acorda ou não. 

Tem pontos de interrogação em cima da minha cabeça quando falo da leticia. 

Não to falando com a barbara desde ontem e isso ta me machucando. 

Minha amizade com a Vanessa ta voltando aos poucos. 

To sentindo a importancia da Gabriela e ando meio com medo de perdê-la.

E o meu maior medo ta ai, batendo na porta. O ano ta acabando e junto com ele se vai meus belos momentos meus belos amigos minha bela rotina e a minha vida de que tanto gosto. 

Meu mundo tem a mania de brincar de montanha russa uma vez por semana, ele fica caindo quando acha que deve sem me deixar ao menos perceber, e a minha vida ta se achando muito camaleao com essa ideia de ficar mudando.

O ano ta acabando, e esse meu jeito e mania de me apegar só fode. Conheci a kerolin na casa da Barbara, dormi com ela e no momento em que me apaixonei por ela, começaram a brotar problemas ate das rachaduras da minha parede. Somos muito parecidos, e pensamos iguais. Ficamos duas semanas de tiriça e agora, eu sei lá. 

A três meses atras grazi era a minha melhor amiga e eu a amava tanto que nem sabia por em palavras, mas agora, eu sinto nada mais que raiva e um pouco de birra, sem nenhum motivo aparente. 

As coisas entre mim e a bianca não mudaram, eu continuo sendo capacho e deixando que ela me trate mal quando quer tratar. 

Nesses ultimos dois meses alguns momentos marcaram como eu dar uns remember com a maria luiza, conhecer a ana clara e perder ela automaticamente pra barbara, assumir que a barbara é realmente importante pra mim e ter a certeza de que eu e ela vamos viver juntos para sempre, e perder toda essa certeza um mês depois. Nesses ultimos três meses me vi com a pamella, o joão e o yan conversando e rindo e vi que é isso que me deixa feliz e que se pudesse pararia o tempo e contemplaria aquela cena tão simples da gente comendo pizza enquanto zoa um ao outro. Bebi, bebi muito, fiquei bebado, pedi alguem em namoro, e iludi essa pessoa. Acho que acabei magoando a lê, e troquei ela da forma mais repugnante que eu poderia ter feito. Briguei com a bianca tantas vezes que perdi a conta, e me magoei muito tambem. Li a Herdeira, O Outro Lado da Meia Noite, e comecei Sussurro agora, nesse momento estou ouvindo a bianca me falar sobre meninos fazendo do mesmo jeito que eu quando estava apaixonado por ela. Que ironico. 

Odeio sina, e odeio cair nas minhas. To com medo, muito medo, de não passar em prova nenhuma, e todo mundo seguir em frente e eu acabar no nada. Não quero mais participar do clico conhece ama magoa, porque isso ja cansou minha beleza, e não me importaria nem um pouco de me apegar menos ás pessoas. Não to conseguindo me lembrar com clareza nada desses ultimos meses, só que fui ao camaleão pela primeira vez, e achei tudo aquilo lamentavel, ando sentindo saudade de pessoas tão frequentemente quanto elas se esquecem de mim. 

Ando assistindo mix tv feito um louco, meus pensamentos andam á mil, ando percebendo a importancia que a lilian e a cibele tem pra mim e as vezes me pergunto como eu pude um dia viver sem elas. Meu sonho de ter um notebook, ou uma camera ainda estão de pé. Esse calorzinho de fim de ano me lembra o fim do ano passado, e do retrasado, e tambem meus anos de ouro com a maria luiza. Daqui a nove dias fariamos um ano. 

Meu ventilador ta uma delicia, e a bianca acabou de me fazer um tipo de declaração, e sei que não devo dar tanta atenção pois elogios são coisas extremamente perecíveis. 

Amanhã tenho um casamento pra ir, e logo mais irei pra praia. To ansioso. Se me lembrar de mais alguma coisa, faço update. 

Vou tomar banho. 

Emfim, memorias. Ate. 

we should be togheter

quinta feira, primeiro de setembro de dois mil e onze. 

vinte e duas horas e vinte e sete minutos. 

Ando com uma preguiça do caralho de escrever. 

Faz uma semana que não escrevo nada, e não me lembro do que fiz exatamente quinta passada, só que passei o dia todo com a bianca, e as coisas estão (ou estavam) ficando estavel. Na sexta feira, acordei doente, e acabei não indo pra escola. Fui pra cidade comprar minhas roupas pro aniversário da bianca, que seria mais a noite, achei tudo que queria e voltei pra casa, tomei banho, me arrumei, arrumei a pamella, e fomos eu, minha mãe e ela. Eu não conhecia ninguem, e estava me sentindo um pouco mal, como se estivesse sendo repreendido, preso por alguma coisa. Todas aquelas pessoas, todas se divertindo, e eu num canto sentado. Logico, não é nenhuma novidade isso. Acho que ao em vez de desconhecidos, fossem meus amigos, a cena não seria diferente. Ficamos lá ate umas duas horas da manhã, e voltamos pra casa. Briguei com a minha mãe no caminho por um motivo bobo, e a briga foi piorando conforme chegavamos em casa. Acabei o dia de castigo, e dormindo cedo. 

No sabado, não nos falamos. Passei o dia no computador conversando com a barbara, e como eu estava com saudades dela. No final do dia, ela convenceu a minha mãe a me levar lá, pra gente se ver, e eu fui. Antes de ir fiz as pazes com ela. Cheguei lá, e ja fomos conversando. Ela fez chapinha em mim, eu fiz ela rir, ela me fez rir, ela me contou as novidades, eu contei as minhas, conversamos, rimos, rimos mais um pouco, comemos doce, tocamos violão, e ficamos ate tarde assistindo filme. No outro dia acordamos cedo, por mais estranho que seja, passamos o dia assistindo filme, e conversando, e foi uma das melhores vezes que fui dormir lá, e eu sentia falta disso. Falta de ter ela comigo, falta de ter uma melhor amiga. Ando me sentindo sozinho, e isso se tornou uma coisa comum já, clichê. Voltei pra casa, assisti video music awards dois mil e onze, e pensei em como o de dois mil e nove foi mais legal. Marcou minha vida, sie lá. Talvez pelas minhas amizades da epoca, e as musicas que eu conhecia, e eu era feliz, sei lá. Pra cada dia de agosto que passa, é uma lembrança que vem, e a nostalgia sempre presente. É um carma, uma sina. Lá pro fim da noite, bianca entrou no msn e começamos a conversar. Sei lá, é dificil falar sobre isso, agora, desse jeito. Sobre mim, e sobre ela, existe um tipo de buraco, um espaço vazio, onde eu não sei dizer o que significou. Eu meio que me acomodei, e me acostumei com a nossa relação. Como eu disse, ta estável. E por algum motivo, resolvemos falar sobre ela. Tudo que aconteceu, entre a gente, que pra mim logicamente significou muito mais do que significou pra ela, ela resolveu fingir que não aconteceu, esquecer, e fez tanto esforço pra isso, que acabou me contagiando de certa forma, e eu passei a ignorar tambem. E estranhamente, justo aquele dia, ela resolveu falar sobre isso. Com todas as palavras. Disse que eu a confundi, e que ela estava se apegando de verdade, e simplesmente resolveu cortar o mal pela raiz. Eu não sei o que pensar, ou no que acreditar. Não conseguimos concluir a conversa, ficou meio desentendido, só me lembro de não existir mais uma amizade entre a gente depois de tudo acontecer, e eu não acho que ela estivesse pensado mesmo no bem de tudo quando resolveu mudar de ideia como fez. Eu de verdade não sei o que pensar, muito menos agora. 

Descobri que sou deficit de atenção, e isso ficou na minha cabeça. 

Acordei atrasado, como de costume, na segunda feira, e fui pra escola. Tava calor, e isso era pra ter me deixado de bom humor, mas não foi o que aconteceu exatamente. Tive só uma aula, passei na casa da nalim antes e depois, e eu não sei se lembro de ter contado, mas ando fazendo isso faz um tempo, e a amizade em si ta boa, ou tava pelo menos. Não podemos ficar muito tempo perto, juntos, sem brigar, temos opiniões muito diferentes. Quando saí, fui com a bianca, gabriela, nalim, e o povo do gremio pra um asilo, onde a escola tava dando um apoio. Eu não sabia o que pensar, eu sentia pena, e ao mesmo tempo solidarização por aquelas pessoas de muita idade. Me deu um aperto no coração, quando pensei na minha vó. Uma vontade de abraçá-la, de te-la perto de mim. Saímos de lá e fomos direto pra nalim, e tive meus momentos basicos de tristeza. O que falam de mim, e olha que falam muito, sei lá, eu finjo que não ligo, e talvez realmente não ligue, mas magoa. Fiquei me estranhando com a nalim o tempo todo, mas nada serio ate então. e um pouco antes de ir embora, acabamos em uma discução que me fez deixar o orgulho falar mais alto, e resolvi esperar a mãe da bianca, que me daria uma carona, do lado de fora, na calçada. Me magoou ainda mais saber que ela não se importou, e que, mesmo que tivesse sido idiota o que eu fiz, ela poderia ter ido lá, e ter se preocupado, no minimo, ter ido perguntar se eu tava bem. Mas não, só me chamou pra entrar de volta, e quando eu não quis, foi embora. Engoli isso, e vim pra casa com ela e com a mãe dela, e ficamos aqui no quarto. Incrivel como muda quando estamos fora da escola. Muda o contato, a conversa, o jeito de tratar um ao outro. O que me fez confundir pela milesima vez, e pensar em como seria bom se as coisas fossem diferentes, e ao mesmo tempo, como era bom estarem daquele jeito. 

Na terça, o calor tava pior, e eu fui de bermuda pra escola, o que é uma novidade, e vim embora mais cedo, por estar com dor de cabeça. Ela não foi na escola, mesmo que devesse ir. Minha tia foi me buscar, e passamos no supermercado comprar besteiras, voltamos pra casa, e eu assisti um filme na sessão da tarde, que me fez pensar um pouco na vida, e sobre o que eu realmente quero pro futuro. Eu tenho o costume de ver sentimento em tudo, e ver tudo com sentimento, e as vezes penso que sou errado por fazer isso. Era só um filme, porque pra mim teria que ser algo super desvendador? Emfim. 

Na quarta feira, fui pra escola na expectativa de ser legal, por estar frio. Mas o frio passou de nivel, e foi pra quase um alaska e o que me fez ficar de mau humor o resto do dia. Sentir que meus amigos estavam pouco se fudendo pra mim também contribuiu pra que isso acontecesse. Bianca me tratou feito bosta, e ela não tem noção do quanto magoou, ou do quanto magoa. Mas acho que ja me acostumei, sei lá. Eu só tinha que conseguir transformar a raiva inicial, em raiva integral, e deixar a vontade de chorar de lado. É ridículo. Acabei saindo mais cedo de novo, todo mundo foi embora, e eu acabei sozinho na porta da escola. Deveria ir pro ponto e pegar um alternativo pra ir embora, mas resolvi esperar a pirua, por preguiça, e só na hora em que ela deveria ter chegado, que lembrei que pra ela vir, teria que ter avisado que sairia mais cedo. Pra ajudar a melhorar o dia, o Gabriel resolveu encher o saco, e foi me chingar por ter ligado pra dani, disse que me mataria se eu fizesse de novo, e eu logicamente não dei a minima. Voltei pra casa, e acabei contando isso pra minha mãe, e era pra ela achar graça da mesma forma que eu achei, mas foi diferente. Ela ficou nervosa, esterica, disse que moveria mundos e fundos e que resolveria isso. Colocou na cabeça de que iria fazer boletim de ocorrencia sobre isso, que iria falar com a mãe dele, com a mãe dela, com a coordenadora da escola, e outros, e era ridiculo, não precisava disso. Mas ela não me escutava, nunca escuta. 

Hoje cheguei na escola, e minha mãe ta lá, bem na porta, feito um guarda, com cara feia, olhando pra todo mundo com nojo, como costuma fazer. Eu reclamei, mas ela não deu ouvidos, disse que conversaria com a dona angelica sobre isso. Eu fiquei nervoso, apreensivo, como eu disse, não precisava tudo isso que ela tava querendo fazer. Entrei pra escola com a vitoria, e logo depois veio a bianca. Ela deve ter percebido meu nervosismo, e com isso tentou me acalmar, de certa forma. Tava tudo de boa, conversamos normalmente, e amigavelmente. Lá pro fim da segunda aula, fui chamado pela coordenadora, e ja tinha uma ideia do que queriam de mim. Desci lá, e tava todo mundo com uma afeição preocupada, conversaram um pouco, minha mãe fez seu discurso, acabou melhor amiga de todo mundo, inclusive do proprio gabriel, e o assunto todo se resolveu. Não precisava, como eu disse. Voltei pra sala, e a conversa descontraida entre mim e a bianca continuou. Mais tarde minha mãe me liga e me diz pra irmos pro colinas, tirar meu RG, pergunto se a bianca pode ir comigo, e ela diz que sim, e no final, fomos juntos. Saimos depois do intervalo, fomos tirar a foto e depois fomos direto pra lá. Como eu disse, muda muito quando é fora da escola. Conversamos mais, e é incrivel como o assunto nunca acaba. Ela deitou no meu colo, e zuamos quando saimos do carro. Fomos pro poupa tempo, e ficamos a maior parte do tempo em contato, ou ela encostando em mim, ou eu nela. Sempre perto. As vezes, perto demais. Ouvimos musica, e compramos mc donalds. Fomos embora, e passamos o resto da viagem de volta comendo, e rindo. Eu não sei explicar o que eu sinto, quando penso nisso, ou o que eu senti, quando tudo isso aconteceu. Não sei o que pensar, e a unica certeza que eu tenho é que esperança é a ultima coisa que eu posso criar sobre esse assunto. Levamos ela embora, e minha mãe e eu voltamos pra casa. Cheguei aqui, e fiquei conversando com a pamella. Resolvi assistir um filme, mas os planos não deram muito certo, e agora vou tomar um banho, e quem sabe ler. Amanhã já é sexta feira, e é estranho como o tempo ta passando rápido. Já é setembro! Não sei se contei que estou assistindo a ultima musica, e já to tecnicamente  no final do livro. Não quero que termine, to gostando.

Vou ver se como alguma coisa. 

Emfim, cobertas.