quinta feira, primeiro de setembro de dois mil e onze.
vinte e duas horas e vinte e sete minutos.
Ando com uma preguiça do caralho de escrever.
Faz uma semana que não escrevo nada, e não me lembro do que fiz exatamente quinta passada, só que passei o dia todo com a bianca, e as coisas estão (ou estavam) ficando estavel. Na sexta feira, acordei doente, e acabei não indo pra escola. Fui pra cidade comprar minhas roupas pro aniversário da bianca, que seria mais a noite, achei tudo que queria e voltei pra casa, tomei banho, me arrumei, arrumei a pamella, e fomos eu, minha mãe e ela. Eu não conhecia ninguem, e estava me sentindo um pouco mal, como se estivesse sendo repreendido, preso por alguma coisa. Todas aquelas pessoas, todas se divertindo, e eu num canto sentado. Logico, não é nenhuma novidade isso. Acho que ao em vez de desconhecidos, fossem meus amigos, a cena não seria diferente. Ficamos lá ate umas duas horas da manhã, e voltamos pra casa. Briguei com a minha mãe no caminho por um motivo bobo, e a briga foi piorando conforme chegavamos em casa. Acabei o dia de castigo, e dormindo cedo.
No sabado, não nos falamos. Passei o dia no computador conversando com a barbara, e como eu estava com saudades dela. No final do dia, ela convenceu a minha mãe a me levar lá, pra gente se ver, e eu fui. Antes de ir fiz as pazes com ela. Cheguei lá, e ja fomos conversando. Ela fez chapinha em mim, eu fiz ela rir, ela me fez rir, ela me contou as novidades, eu contei as minhas, conversamos, rimos, rimos mais um pouco, comemos doce, tocamos violão, e ficamos ate tarde assistindo filme. No outro dia acordamos cedo, por mais estranho que seja, passamos o dia assistindo filme, e conversando, e foi uma das melhores vezes que fui dormir lá, e eu sentia falta disso. Falta de ter ela comigo, falta de ter uma melhor amiga. Ando me sentindo sozinho, e isso se tornou uma coisa comum já, clichê. Voltei pra casa, assisti video music awards dois mil e onze, e pensei em como o de dois mil e nove foi mais legal. Marcou minha vida, sie lá. Talvez pelas minhas amizades da epoca, e as musicas que eu conhecia, e eu era feliz, sei lá. Pra cada dia de agosto que passa, é uma lembrança que vem, e a nostalgia sempre presente. É um carma, uma sina. Lá pro fim da noite, bianca entrou no msn e começamos a conversar. Sei lá, é dificil falar sobre isso, agora, desse jeito. Sobre mim, e sobre ela, existe um tipo de buraco, um espaço vazio, onde eu não sei dizer o que significou. Eu meio que me acomodei, e me acostumei com a nossa relação. Como eu disse, ta estável. E por algum motivo, resolvemos falar sobre ela. Tudo que aconteceu, entre a gente, que pra mim logicamente significou muito mais do que significou pra ela, ela resolveu fingir que não aconteceu, esquecer, e fez tanto esforço pra isso, que acabou me contagiando de certa forma, e eu passei a ignorar tambem. E estranhamente, justo aquele dia, ela resolveu falar sobre isso. Com todas as palavras. Disse que eu a confundi, e que ela estava se apegando de verdade, e simplesmente resolveu cortar o mal pela raiz. Eu não sei o que pensar, ou no que acreditar. Não conseguimos concluir a conversa, ficou meio desentendido, só me lembro de não existir mais uma amizade entre a gente depois de tudo acontecer, e eu não acho que ela estivesse pensado mesmo no bem de tudo quando resolveu mudar de ideia como fez. Eu de verdade não sei o que pensar, muito menos agora.
Descobri que sou deficit de atenção, e isso ficou na minha cabeça.
Acordei atrasado, como de costume, na segunda feira, e fui pra escola. Tava calor, e isso era pra ter me deixado de bom humor, mas não foi o que aconteceu exatamente. Tive só uma aula, passei na casa da nalim antes e depois, e eu não sei se lembro de ter contado, mas ando fazendo isso faz um tempo, e a amizade em si ta boa, ou tava pelo menos. Não podemos ficar muito tempo perto, juntos, sem brigar, temos opiniões muito diferentes. Quando saí, fui com a bianca, gabriela, nalim, e o povo do gremio pra um asilo, onde a escola tava dando um apoio. Eu não sabia o que pensar, eu sentia pena, e ao mesmo tempo solidarização por aquelas pessoas de muita idade. Me deu um aperto no coração, quando pensei na minha vó. Uma vontade de abraçá-la, de te-la perto de mim. Saímos de lá e fomos direto pra nalim, e tive meus momentos basicos de tristeza. O que falam de mim, e olha que falam muito, sei lá, eu finjo que não ligo, e talvez realmente não ligue, mas magoa. Fiquei me estranhando com a nalim o tempo todo, mas nada serio ate então. e um pouco antes de ir embora, acabamos em uma discução que me fez deixar o orgulho falar mais alto, e resolvi esperar a mãe da bianca, que me daria uma carona, do lado de fora, na calçada. Me magoou ainda mais saber que ela não se importou, e que, mesmo que tivesse sido idiota o que eu fiz, ela poderia ter ido lá, e ter se preocupado, no minimo, ter ido perguntar se eu tava bem. Mas não, só me chamou pra entrar de volta, e quando eu não quis, foi embora. Engoli isso, e vim pra casa com ela e com a mãe dela, e ficamos aqui no quarto. Incrivel como muda quando estamos fora da escola. Muda o contato, a conversa, o jeito de tratar um ao outro. O que me fez confundir pela milesima vez, e pensar em como seria bom se as coisas fossem diferentes, e ao mesmo tempo, como era bom estarem daquele jeito.
Na terça, o calor tava pior, e eu fui de bermuda pra escola, o que é uma novidade, e vim embora mais cedo, por estar com dor de cabeça. Ela não foi na escola, mesmo que devesse ir. Minha tia foi me buscar, e passamos no supermercado comprar besteiras, voltamos pra casa, e eu assisti um filme na sessão da tarde, que me fez pensar um pouco na vida, e sobre o que eu realmente quero pro futuro. Eu tenho o costume de ver sentimento em tudo, e ver tudo com sentimento, e as vezes penso que sou errado por fazer isso. Era só um filme, porque pra mim teria que ser algo super desvendador? Emfim.
Na quarta feira, fui pra escola na expectativa de ser legal, por estar frio. Mas o frio passou de nivel, e foi pra quase um alaska e o que me fez ficar de mau humor o resto do dia. Sentir que meus amigos estavam pouco se fudendo pra mim também contribuiu pra que isso acontecesse. Bianca me tratou feito bosta, e ela não tem noção do quanto magoou, ou do quanto magoa. Mas acho que ja me acostumei, sei lá. Eu só tinha que conseguir transformar a raiva inicial, em raiva integral, e deixar a vontade de chorar de lado. É ridículo. Acabei saindo mais cedo de novo, todo mundo foi embora, e eu acabei sozinho na porta da escola. Deveria ir pro ponto e pegar um alternativo pra ir embora, mas resolvi esperar a pirua, por preguiça, e só na hora em que ela deveria ter chegado, que lembrei que pra ela vir, teria que ter avisado que sairia mais cedo. Pra ajudar a melhorar o dia, o Gabriel resolveu encher o saco, e foi me chingar por ter ligado pra dani, disse que me mataria se eu fizesse de novo, e eu logicamente não dei a minima. Voltei pra casa, e acabei contando isso pra minha mãe, e era pra ela achar graça da mesma forma que eu achei, mas foi diferente. Ela ficou nervosa, esterica, disse que moveria mundos e fundos e que resolveria isso. Colocou na cabeça de que iria fazer boletim de ocorrencia sobre isso, que iria falar com a mãe dele, com a mãe dela, com a coordenadora da escola, e outros, e era ridiculo, não precisava disso. Mas ela não me escutava, nunca escuta.
Hoje cheguei na escola, e minha mãe ta lá, bem na porta, feito um guarda, com cara feia, olhando pra todo mundo com nojo, como costuma fazer. Eu reclamei, mas ela não deu ouvidos, disse que conversaria com a dona angelica sobre isso. Eu fiquei nervoso, apreensivo, como eu disse, não precisava tudo isso que ela tava querendo fazer. Entrei pra escola com a vitoria, e logo depois veio a bianca. Ela deve ter percebido meu nervosismo, e com isso tentou me acalmar, de certa forma. Tava tudo de boa, conversamos normalmente, e amigavelmente. Lá pro fim da segunda aula, fui chamado pela coordenadora, e ja tinha uma ideia do que queriam de mim. Desci lá, e tava todo mundo com uma afeição preocupada, conversaram um pouco, minha mãe fez seu discurso, acabou melhor amiga de todo mundo, inclusive do proprio gabriel, e o assunto todo se resolveu. Não precisava, como eu disse. Voltei pra sala, e a conversa descontraida entre mim e a bianca continuou. Mais tarde minha mãe me liga e me diz pra irmos pro colinas, tirar meu RG, pergunto se a bianca pode ir comigo, e ela diz que sim, e no final, fomos juntos. Saimos depois do intervalo, fomos tirar a foto e depois fomos direto pra lá. Como eu disse, muda muito quando é fora da escola. Conversamos mais, e é incrivel como o assunto nunca acaba. Ela deitou no meu colo, e zuamos quando saimos do carro. Fomos pro poupa tempo, e ficamos a maior parte do tempo em contato, ou ela encostando em mim, ou eu nela. Sempre perto. As vezes, perto demais. Ouvimos musica, e compramos mc donalds. Fomos embora, e passamos o resto da viagem de volta comendo, e rindo. Eu não sei explicar o que eu sinto, quando penso nisso, ou o que eu senti, quando tudo isso aconteceu. Não sei o que pensar, e a unica certeza que eu tenho é que esperança é a ultima coisa que eu posso criar sobre esse assunto. Levamos ela embora, e minha mãe e eu voltamos pra casa. Cheguei aqui, e fiquei conversando com a pamella. Resolvi assistir um filme, mas os planos não deram muito certo, e agora vou tomar um banho, e quem sabe ler. Amanhã já é sexta feira, e é estranho como o tempo ta passando rápido. Já é setembro! Não sei se contei que estou assistindo a ultima musica, e já to tecnicamente no final do livro. Não quero que termine, to gostando.
Vou ver se como alguma coisa.
Emfim, cobertas.